Não mete essa!
O discurso é o mesmo e os personagens? Ah, é aquela estória " Vocês
lembram da minha voz? Continua a mesma, mas os meus cabelos... Quanta
diferença!" – Figuraças! Não querem largar o osso! Por conta disso
desfilam no cenário político há muitos anos, em parte a culpa é do povo
(de todo mundo!) porque se iludia com pouco. Ah, mas convenhamos, os caras
têm talento e retórica, né? Não desmerecendo, lógico, os que trabalham
para
o bem público e que carregam no seu histórico décadas de luta e militância.
Precisa-se separar o joio do trigo! Há uma parcela considerável de
trapalhões e
daqueles que querem tirar proveito da situação – uma visão otimista quanto à
quantidade de picaretas. Numa canetada desviam o dinheiro que deveria ir
para a saúde, para a tal educação de qualidade, para o combate da tão
famigerada violência.
Xiiiiii, que cheiro estranho... Não tão estranho assim, afinal todos os
dias a
imprensa, com seus interesses, prioridades e cores próprias, raspa a lama
que assola o nosso cenário político e aponta as peripécias, as falcatruas:
mensalão,
mensalinho, sanguessugas... E o odor aumenta mais e mais...
O povo embalado pelo samba "Comunidade Carente", cantada pelo Zeca
Pagodinho, já começa a esboçar sua reação e intenção: " vai levar um pau
pra deixar de caô e ser mais solidário/ nós somos carentes, não somos
otários/ Pra ouvir blá, blá, blá em cada eleição." Já começam a sacar que
devem repensar no bem coletivo e que cesta básica, dentadura, laqueadura
de trompas - devem estar incluídos num programa de Assistência Social pelo
fato de uma situação de fragilidade de condições e não atrelada ao
Assistencialismo que fortalece a idéia de prestação de "ajuda" e relação
de "gratidão", desnorteando o direito que a população tem ao amparo e o
dever do Estado em praticá-lo -, não é suficiente para tirá-los do aperto
do dia-a-dia: falta de saneamento básico; hospitais funcionando
plenamente, com funcionários satisfeitos; escolas públicas que tenham um
universo propício ao desenvolvimento intelectual dos alunos e segurança
ativa e inteligente, protegendo o direito de ir e
vir do cidadão.
Sabemos que política partidária não é mole e que há muita corrupção, em
contrapartida devemos entender que o político é um sujeito social e
expressão da mentalidade rançosa de um processo antigo de se fazer
política no nosso país. Não querendo eximir ninguém de culpas, mas
dividindo-as, o pensamento nacional é o "tirar vantagem em tudo!"
Prevalecendo uma idéia fraturada de concentração de poder para um grupo
social/econômico. Através dos nossos erros começamos a aprender que o voto
é uma coisa muito séria, capaz de matar muitos, deixar outros
marginalizados e tantos outros na expectativa de algo que não chega nunca:
a PAZ! PORQUE ELA, A PAZ, ESTÁ DE MÃOS DADAS COM A JUSTIÇA
SOCIAL!
